Procedimento estético levanta dúvidas sobre seus efeitos a longo prazo, especialmente na estrutura facial com o envelhecimento
A bichectomia se popularizou como uma solução rápida para quem busca um rosto mais fino e com contornos definidos. O procedimento, que consiste na remoção parcial das bolas de Bichat — estruturas de gordura localizadas nas bochechas — é minimamente invasivo, mas levanta debates sobre seus impactos a médio e longo prazo.
Entre os questionamentos mais comuns está se a bichectomia faz o rosto cair com o tempo, e em que momento isso pode se tornar perceptível. Para entender melhor essa possibilidade, é importante analisar como a anatomia facial responde ao envelhecimento e à retirada de volume em uma região estratégica.
Como funciona o procedimento
A retirada da gordura das bochechas tem como objetivo evidenciar o ângulo da mandíbula e deixar o rosto com um formato mais alongado. Em muitos casos, a técnica é associada à melhora do contorno da mandíbula, reforçando os traços inferiores da face.
Porém, essa intervenção pode alterar a forma como a pele se sustenta com o passar dos anos, especialmente em pacientes que já possuem tendência à flacidez ou têm pouca estrutura óssea.
Existe risco de flacidez após a bichectomia?
Sim, existe. A remoção da gordura localizada entre os músculos da bochecha pode deixar a pele sem o mesmo suporte, o que, a longo prazo, favorece o desabamento dos tecidos. Esse efeito não costuma ser imediato, mas pode se tornar mais visível entre 5 e 10 anos após a cirurgia — especialmente com a perda natural de colágeno e elastina.
É nesse ponto que muitos se perguntam se a bichectomia vale a pena. Para alguns perfis, o procedimento pode ser vantajoso, mas é fundamental avaliar a estrutura facial como um todo e considerar o envelhecimento da pele ao longo do tempo.
Quando a queda pode começar a ser notada?
Cada organismo reage de maneira diferente. Pacientes mais jovens e com pele firme dificilmente notarão efeitos negativos nos primeiros anos. Já quem tem predisposição à flacidez pode perceber o início da perda de definição facial mais precocemente.
O rosto tende a mudar com o tempo, e a ausência da gordura removida pode acentuar esses sinais, fazendo com que a face perca volume em áreas importantes. Para amenizar esse efeito, alguns profissionais recomendam o uso de bioestimuladores de colágeno como forma de manter a firmeza da pele após o procedimento.
Alternativas e cuidados complementares
Antes de optar pela bichectomia, é interessante conhecer outras formas de definir o rosto sem comprometer estruturas importantes. Procedimentos como a lipo de papada ou preenchimentos estratégicos podem alcançar resultados semelhantes com menos impacto a longo prazo.
Além disso, manter uma rotina de cuidados com a pele, alimentação balanceada e uso de tecnologias estéticas não invasivas contribui para preservar o contorno facial de forma saudável e natural.