As cicatrizes deprimidas podem ser amenizadas com tratamentos que estimulam a renovação e a produção de colágeno
Quando uma cicatriz deixa a superfície da pele mais funda ou irregular, a alteração pode continuar visível mesmo depois que o processo de cicatrização termina. As cicatrizes deprimidas surgem justamente quando há perda de tecido ou uma reorganização insuficiente do colágeno na região.
Esse tipo de marca pode aparecer após acne, traumas, cirurgias ou processos inflamatórios. A profundidade, a extensão e a aderência da cicatriz ajudam a definir quais tratamentos podem proporcionar uma melhora mais perceptível.
Por isso, não existe uma técnica única indicada para todos os casos. Algumas cicatrizes respondem melhor ao estímulo de colágeno, enquanto outras precisam primeiro ser liberadas das estruturas que mantêm a pele presa em planos mais profundos.
O que são cicatrizes deprimidas
As cicatrizes deprimidas ficam abaixo do nível da pele ao redor, criando pequenas depressões ou áreas com textura irregular. A aparência pode variar desde marcas discretas até alterações mais profundas e aderidas.
O formato da cicatriz fornece pistas importantes sobre sua estrutura. Compreender como ela se formou ajuda a escolher uma estratégia capaz de atuar na causa da depressão, e não apenas na superfície da pele.
Como elas se formam
Durante a cicatrização, o organismo produz colágeno para reconstruir o tecido lesionado. Quando essa reposição não acontece de maneira suficiente ou uniforme, a pele pode cicatrizar em um nível mais baixo.
Em outros casos, fibras cicatriciais se formam abaixo da pele e criam uma aderência, puxando a superfície para dentro. Esse mecanismo é frequente em algumas cicatrizes de acne.
A profundidade também pode variar dentro da mesma região. Por isso, é comum que uma pessoa apresente diferentes tipos de cicatriz e precise de mais de uma abordagem ao longo do tratamento.
Principais causas
A acne é uma das causas mais conhecidas, principalmente quando existem lesões inflamatórias profundas. Espremer ou manipular essas lesões pode aumentar a inflamação e favorecer alterações permanentes na textura.
Traumas, infecções e determinadas cirurgias também podem deixar depressões quando há perda de tecido ou quando a cicatrização acontece de forma irregular.
Fatores individuais, como predisposição genética, profundidade da lesão e resposta do organismo ao processo inflamatório, também influenciam o resultado final.
Conhecer as possibilidades de como tratar cicatrizes ajuda a entender por que o tratamento precisa considerar o tipo de marca e a qualidade da pele ao redor.
Como identificar esse tipo de cicatriz
A principal característica é a diferença de nível entre a cicatriz e a pele ao redor. A região pode parecer afundada, irregular ou apresentar pequenas depressões mais visíveis sob determinada iluminação.
Algumas marcas permanecem superficiais, enquanto outras são profundas e estreitas. Também existem cicatrizes que parecem presas aos tecidos abaixo da pele e mudam pouco quando a região é esticada.
Essa avaliação é importante porque cicatrizes deprimidas com formatos diferentes podem responder de maneiras distintas à mesma técnica.
Maneiras de amenizar cicatrizes deprimidas
O tratamento pode combinar técnicas que liberam aderências, estimulam a produção de colágeno ou renovam as camadas da pele. A escolha depende da profundidade, da causa e da extensão das marcas.
Em vez de buscar apenas uma pele mais lisa, o planejamento considera quais estruturas estão mantendo a irregularidade e quanto de melhora pode ser obtido com segurança.
Subcisão e outras técnicas
A subcisão pode ser indicada quando a cicatriz está presa por fibras abaixo da pele. Durante o procedimento, essas aderências são liberadas para permitir que a superfície se eleve gradualmente.
Dependendo do caso, a técnica pode ser associada a outros recursos para estimular a formação de colágeno e melhorar a sustentação da região tratada.
Preenchimentos também podem ser considerados em determinadas cicatrizes, principalmente quando existe perda localizada de volume. A indicação varia conforme a profundidade e a anatomia da área.
Resurfacing e estímulo de colágeno
Tratamentos de resurfacing atuam sobre a renovação da pele e podem melhorar textura, irregularidades e qualidade cutânea. Diferentes tecnologias podem ser utilizadas conforme a necessidade de cada paciente.
O processo de renovação da pele com resurfacing também estimula a produção de colágeno, tornando os resultados progressivos ao longo das semanas.
Tecnologias como o Morpheus podem integrar o planejamento quando existe indicação de estímulo de colágeno em camadas específicas. O tratamento com Morpheus deve ser escolhido conforme o tipo de cicatriz e as características da pele.
Em muitos casos, uma única sessão ou técnica não é suficiente. A combinação e o intervalo entre os procedimentos precisam respeitar a resposta do tecido.
Avaliação para definir o melhor tratamento
Antes de escolher uma técnica, é necessário observar profundidade, formato, aderência e localização das marcas. O tom e a sensibilidade da pele também influenciam o planejamento.
Uma mesma pessoa pode apresentar cicatrizes superficiais e profundas na mesma área, tornando possível combinar procedimentos com objetivos diferentes.
O tratamento das cicatrizes deprimidas costuma ser gradual. A expectativa deve ser de melhora da textura e da uniformidade da pele, e não necessariamente de desaparecimento completo das marcas.
Se as cicatrizes incomodam pela profundidade ou pela alteração da textura, procure o Dr. André Araujo para avaliar quais técnicas podem ser combinadas de acordo com as características da sua pele. Agende sua consulta e conheça as possibilidades de tratamento para o seu caso.


