A obesidade é uma problema com incidência e prevalência crescentes, acometendo todas as faixas etárias e classes sociais. As complicações da obesidade são bem conhecidas. A redução importante do peso, seja através de dieta, medicação, atividade física ou cirurgia bariátrica diminuem a morbidade e mortalidade da doença.

Dois dos problemas mais frequentes após grande perda pondera (após cirurgia bariátrica) são a redundância e flacidez cutânea. O abdômen destes pacientes apresenta ainda, com frequência, uma insuficiência da musculatura, decorrente da infiltração de gordura no tecido muscular, da hipotonia ou atrofia devido ao sedentarismo ou como consequência da diástase (afastamento) dos músculos retos abdominais pós-gestações.

O abdômen “em avental” costuma ser a principal queixa destes pacientes e pode causar, além do aspecto inestético, limitações físicas, distúrbios psicológicos, queixas álgicas (dor), micoses e lesões na pele.

A abdominoplastia é um procedimento comum em ex-obesos e geralmente o primeiro e o mais frequente a ser realizado. A abdominoplastia tem por objetivo dar nova forma à parede abdominal através de uma dermolipectomia, reforço das estruturas músculo-aponeuróticas com correção de eventuais hérnias, e onfaloplastias (plástica do umbigo). Muitas são as técnicas cirúrgicas descritas na literatura especializada. Por isso, a variedade no dismorfismo (alterações da forma) apresentado por estes pacientes exige uma avaliação cuidadosa no pré operatório, com o objetivo de estabelecer a melhor estratégia cirúrgica para cada caso.

Nas abdominoplastias utiliza-se a anestesia geral ou a peridural.
Muitas técnicas cirúrgicas são descritas, será abordado neste momento exclusivamente a região abdominal, são elas, a abdominoplastia suprapúbica, a inframamária, a em âncora (Flor de Lis) e a dermolipectomia higiênica.

Abdominoplastia em Âncora - Abdominoplastia Flor de Lis

A abdominoplastia com cicatriz em âncora (Flor de Lis) é a mais utilizada em pacientes após perda ponderal expressiva. Isto se deve a grande excedente dermoadiposo tanto no sentido horizontal quanto no vertical. Para corrigir o excesso de pele nos flancos, é necessário uma cicatriz vertical. A cicatriz mediana prévia quando existe em casos de pacientes submetidos à cirurgia bariátrica, facilita a indicação da mesma. Esta técnica permite maior retirada do tecido excedente e proporcionar melhor contorno corporal, principalmente na cintura.
O excesso dermoadiposo previamente marcado é retirado em bloco, no sentido de cranial para caudal e de lateral para medial. Importante não descolar os retalhos remanescentes.
Esta técnica permite uma exposição direta dos retos abdominais, facilitando sua abordagem. Realiza-se a plicatura destes músculos levando em consideração a diástase presente.
A cicatriz umbilical deve ser fixada a aponeurose em posição anatômica.
A síntese é realizada por planos, sendo a drenagem aspirativa sempre utilizada.
O curativo é realizado com esparadrapo cirúrgico estéril e com atadura elástica.

Abdomonoplastia Reversa

Consiste na ressecção do excesso dermoadiposo do abdomem superior por meio de incisão submamária. Está indicada especialmente quando da existência de cicatrizes pré-existentes nesta região ou naqueles pacientes submetidos à abdominoplastia prévia que apresentam redundância de tecido na parede abdominal superior .

Procedimento: 

Abdominoplastia após Gastroplastia, Abdominoplastia em Âncora, Dermolipectomia ex-obeso